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Câncer de pele é mais agressivo em fumantes

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Câncer de Pele no Brasil

O câncer de pele possui a maior porcentagem de diagnóstico de tumores malignos no Brasil, correspondendo a 30% dos casos registrados, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA). Dos diferentes tipos da doença, o do tipo melanoma segue sendo o de menor índice, porém, novas pesquisas apontam como hábitos nocivos contribuem para o agravamento da doença, como o ato de fumar.

Câncer de pele do tipo melanoma em fumantes

O estudo realizado na Universidade de Leeds, financiado pelo Cancer Research UK, aponta que o câncer de pele do tipo melanoma em fumantes mostra-se mais agressivo e ainda mais difícil de curar. “Este estudo mostrou que o tabagismo é fortemente associado à sobrevivência”, disse o principal autor do estudo e professor de dermatologia, Julia Newton-Bishop.

O tabagismo causa 4,9 milhões de mortes por ano no mundo, oferecendo no cigarro mais de 4 mil tipos de substâncias tóxicas. Os dados ajudam a identificar como essas substâncias auxiliam danificando o organismo de forma geral e, na pele, contribuindo para a perda de colágeno, elastina e oxigenação, resultando em diferentes causas de doenças e óbitos.

Fumantes tem 40% menos chances de sobreviver ao câncer de pele

Durante o estudo, os pesquisadores analisaram dados de 700 pacientes com melanoma e descobriram que os fumantes tinham 40% menos chances de sobreviver ao câncer do que aqueles que não fumaram nos últimos 10 anos de diagnóstico.

Os fumantes tiveram quatro vezes e meia menos chances de vencer o câncer do que aqueles que nunca fumaram. As células imunes só pareciam bem-sucedidas em não-fumantes, levando os pesquisadores a considerar o papel do fumo em sua função. “O resultado é que os fumantes ainda podem montar uma resposta imunológica para tentar destruir o melanoma, mas parece ter sido menos eficaz do que em nunca-fumantes, e os fumantes eram menos propensos a sobreviver ao câncer”, disse Newton-Bishop.

Mas fumar causa câncer de pele?

Embora a principal causa do câncer de pele seja a radiação ultravioleta provocada pelos raios solares, o cigarro está ligado à doença por agravar o diagnóstico. Como divulgado na pesquisa, o hábito de fumar não causa o câncer, mas contribui na gravidade da doença, diminuindo as chances de sobreviver ao câncer de pele do tipo melanoma.


Dados do Câncer de Pele no Brasil

Ainda conforme os dados do INCA, no Brasil em 2018, os homens com câncer de pele do tipo melanoma representam 1,4%, sendo 2.920. Já as mulheres possuem uma porcentagem maior, em 1,7%, sendo 3.340 casos.

A estimativa geral de novos casos de câncer de pele no país, em 2018, era de 6.260, destes 2.920 homens e 3.340 mulheres.

Pesquisa com mulheres fumantes

Outra pesquisa realizada pelo Centro de Câncer Moffitt, nos Estados Unidos, e publicada na Cancer Causes e Control, afirma que mulheres fumantes são mais propensas a desenvolver câncer de pele.

Neste estudo, os resultados ressaltam a incidência maior em tumores do tipo carcinoma de célula escamosa, aparecendo em regiões da pele mais expostas ao sol.  Apesar de ser menos letal que o câncer do tipo melanoma, este diagnóstico apresenta um risco três vezes maior em ser adquirido por mulheres, que, por exemplo, ao carcinoma de células basocelular (tipo mais comum e menos agressivo que os demais).

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